24/01/2026

Luiza Sigulem prepara nova exposição individual

Luiza Sigulem prepara nova exposição individual

Em mostra no Ateliê397, artista tensiona arquitetura e a lógica da eficiência ao ocupar espaço com intervenções que forçam o público a recalibrar o próprio corpo

A artista Luiza Sigulem inaugura sua segunda exposição individual, Manual para percorrer a menor distância de um ponto a outro, com abertura marcada para o dia 24 de janeiro de 2026, no Ateliê397, em São Paulo. Reunindo um conjunto inédito de trabalhos, a mostra, com curadoria de Juliana Caffé, tensiona a relação entre corpo, arquitetura e o tempo, propondo o deslocamento como uma operação de ajuste e reflexão crítica. 

O projeto toma a instabilidade como condição que reorganiza a relação entre corpo e arquitetura, produzindo um tempo que não coincide com a lógica da eficiência. Em sintonia com a teoria Crip (termo reapropriado de cripple que nomeia práticas que deslocam o “corpo padrão”) e o conceito de crip time — uma temporalidade que acolhe pausas, ritmos variáveis e o não-alinhamento com o relógio produtivista —, o trabalho de Sigulem afirma a diferença não como exceção, mas como método.

“Ao longo do meu processo, a falta de acessibilidade se manifestou no tempo necessário para lidar com pequenos e grandes obstáculos e na atenção exigida por ajustes mínimos que se acumularam de forma quase imperceptível,” declara a artista. “Essa experiência deslocou a ideia de eficiência e aproximou minha produção de uma noção de tempo expandido, no qual o ritmo do corpo não coincide com a expectativa normativa da reprodução capitalista. É nesse descompasso que o meu trabalho se constrói.”

O projeto, que incorpora pela primeira vez vídeo-performances, intervenções e uma escultura em diálogo com a fotografia, marca um momento de expansão na trajetória da artista e coloca a acessibilidade no centro da construção estética e poética. Também tensiona a invisibilidade de uma parcela expressiva da população: segundo dados da PNAD Contínua 2022 (IBGE), o Brasil possui cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência, das quais aproximadamente 3,4 milhões apresentam deficiência física nos membros inferiores, contingente que enfrenta diariamente as barreiras arquitetônicas discutidas na mostra. 

Arquitetura e poética: uma inversão expositiva

O projeto nasce de um dado incontornável do contexto paulistano: a dificuldade estrutural de encontrar espaços expositivos capazes de acolher a investigação da artista de forma coerente com suas questões. Diante da inexistência de alternativas viáveis e dos prazos institucionais, a mostra abraçou esse limite como parte do projeto, transformando-o em campo de reflexão.

“A escolha do Ateliê397 como sede da exposição responde a esse contexto. Enquanto espaço independente, ele oferece uma abertura conceitual e um campo real de negociação para a construção deste projeto,” comenta a curadora Juliana Caffé. “Situado na Travessa Dona Paula, em uma área marcada por importantes equipamentos culturais igualmente limitados em termos de acessibilidade, o espaço é incorporado pela exposição como elemento ativo, deixando de operar como suporte neutro para integrar arquitetura, circulação e entorno ao campo de discussão proposto.”

Diante dos limites arquitetônicos do Ateliê, Sigulem não trata a falta de acessibilidade como obstáculo a ser corrigido, mas como condição a ser trabalhada criticamente. A expografia opera uma inversão deliberada: em vez de adaptar o espaço a um padrão normativo, é o público que se vê levado a recalibrar seu corpo diante de passagens reduzidas e escalas deslocadas.

Nesse sentido, a mostra apresenta uma instalação, desenvolvida pela artista em colaboração com Messina | Rivas, que reúne dispositivos de acessibilidade e permanência pensados como parte constitutiva da obra. A intervenção reorganiza a recepção: a porta e o batente foram deslocados para permitir abertura total (180°); bancos e banquinhos foram distribuídos para acolher o repouso; e almofadas nos bancos externos estendem a experiência para o entorno.

A radicalidade da proposta reflete-se na ocupação institucional: a lateral da escada, que conduz a um segundo andar inacessível para pessoas com deficiência, foi convertida em uma pequena biblioteca de teoria Crip. “Durante a mostra, o Ateliê397 aceitou tornar o andar superior inoperável, suspendendo seu uso como sala de projeção para tornar explícito o limite arquitetônico em vez de ocultá-lo. E, como desdobramento externo, o projeto inclui a produção e doação de rampas móveis sob medida para espaços culturais vizinhos na vila, provocando o circuito a pensar coletivamente suas condições de acesso”, pontua Caffé.

O projeto se alinha a debates contemporâneos que buscam a visibilidade sem captura, onde o trabalho opera por sensação, ritmo e microeventos corporais que não se reduzem a uma imagem “explicativa” ou a um conteúdo de fácil consumo. Trata-se de uma abordagem que reconhece o acesso como estética e a deficiência como um diagnóstico do espaço e das normas. Dessa forma, curadoria e expografia tornam-se parte ativa do trabalho. Textos em Braille, audiodescrição e fototátil acompanham a exposição, cujo funcionamento e mediação incorporam a contratação de pessoas PcD, respeitando diferentes tempos de circulação.

Além disso, todos os dispositivos da mostra foram realizados com materiais simples e de baixo custo, afirmando a possibilidade de construir formas de acolhimento mesmo em arquiteturas que não atendem plenamente às normas legais.

Corpo em negociação: vídeo, escultura e fotografia 

Se em trabalhos anteriores Sigulem convidava o outro a se ajustar a determinadas escalas, a exemplo da série Jeito de Corpo (2024), nesta individual a artista coloca o próprio corpo no centro da experiência. Diferentes obras exploram esse deslocamento de perspectiva, ora propondo situações em que o público é levado a reorientar sua percepção espacial, ora acompanhando a artista em gestos de negociação contínua com o espaço.

Os vídeos partem de releituras de performances históricas, realizadas a partir do corpo da artista e atravessadas por questões de gênero e potência. As ações não buscam fidelidade ao gesto original, mas operam como tradução situada, na qual cada movimento carrega a marca de um ajuste necessário. A câmera acompanha o processo sem corrigir o desvio, permitindo que a falha e o esforço permaneçam visíveis.

É o caso da série inédita Rampas (2025), um conjunto de vinte fotografias derivadas do vídeo-performance Painting (Retoque) (a partir de Francis Alÿs). No vídeo, a artista marca com tinta amarela pontos das ruas de São Paulo onde deveriam existir rampas de acesso, evidenciando ausências de acessibilidade na paisagem urbana. As fotografias isolam esses gestos e vestígios, transformando a ação performática em imagens que registram a fricção entre corpo, cidade e infraestrutura.

Ao adotar como referência a altura do campo visual de uma pessoa cadeirante, a exposição desloca a escala normativa do espaço expositivo e introduz um regime de percepção em que o corpo não se ajusta à arquitetura, mas a arquitetura se torna índice de seus limites.

Uma escultura pontua o espaço, testando limites entre função e falha e questionando estruturas pensadas para orientar o movimento. Em uma instalação, um vídeo dedicado à imagem da queda articula sua repetição como experiência física e simbólica. Em conjunto, as obras sugerem que toda trajetória é atravessada por desvios, pausas e negociações, e que a menor distância entre dois pontos, raramente se apresenta como linha reta. 

No dia 31 de janeiro de 2026, às 16h, o Ateliê397 realiza uma conversa entre Luiza Sigulem e a curadora e pesquisadora Christine Greiner, propondo um diálogo em torno da teoria crip com os trabalhos apresentados na mostra.

A exposição Manual para percorrer a menor distância de um ponto a outro integra o projeto Jeito de Corpo, contemplado no EDITAL FOMENTO CULTSP PNAB Nº 25/2024, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Estado de São Paulo.

SOBRE A ARTISTA

Luiza Sigulem é artista visual, formada em Fotografia pelo Senac (2010). Seu trabalho investiga as relações entre corpo, espaço e arquitetura a partir de experiências concretas de circulação e adaptação, articulando fotografia, vídeo, intervenções espaciais e performance. Em 2024, recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia. Em 2025, realizou uma exposição individual no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Foi premiada com aquisição no Salão Anapolino de Arte. Participou de várias exposições coletivas. Vive e trabalha em São Paulo.

SOBRE A CURADORA

Juliana Caffé é curadora e pesquisadora em arte contemporânea. Doutora em Artes pela Universidade de São Paulo, possui especialização em estudos curatoriais pela University of Cape Town (UCT) e pela PUC-SP. Atualmente, é pesquisadora e pós-doutoranda no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP). Sua prática articula pesquisa, curadoria e processos colaborativos, com foco em arte latino-americana e história das exposições, em diálogo com contextos do Sul global.

SOBRE O ESPAÇO

O Ateliê397, fundado em 2003, é um espaço de intervenção cultural no circuito das artes, que promove ações, projetos e experiências que incentivam a formação de outros olhares para a produção contemporânea. CRIAR, FOMENTAR e DIVULGAR ações, obras e pensamentos artísticos/experimentais no campo das artes plásticas: é necessário abrir espaço para o dissenso, para obras e discursos que não se enquadram nas agendas das grandes instituições museológicas e nem são promovidos pelo mercado. Ser um espaço para livre expressão de novos agentes é o objetivo central da programação do Ateliê397 que tem como marcas a DIVERSIDADE e o PLURALISMO, sem abrir mão do rigor reflexivo e da atitude crítica.

SERVIÇO

Exposição Manual para percorrer a menor distância de um ponto a outro

de Luiza Sigulem

Curadoria de Juliana Caffé

Expografia de Messina | Rivas

Abertura: 24 de janeiro de 2026, das 14h às 19h

Visitação: de 24 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026

Quarta a sábado, das 14h às 18h

Conversa entre Luiza Sigulem e Christine Greiner

31 de janeiro de 2026 (sábado), às 16h

Local: Ateliê397

Travessa Dona Paula, 119A – Higienópolis, São Paulo

Entrada gratuita

atelie397.com

Fonte https://diariopcd.com.br/luiza-sigulem-prepara-nova-exposicao-individual/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB encerra semana pedagógica da Escola Mais Inclusiva com capacitação de 200 profissionais

Professores realizam atividade na pista de atletismo do CT durante a semana pedagógica | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizou nesta semana, de 19 a 23 de janeiro, uma semana pedagógica na qual realizou a capacitação de 211 profissionais de Educação Física por meio de conteúdos e vivências relacionadas ao esporte para pessoas com deficiência.

A iniciativa teve como público principal 150 professores e 28 supervisores que participarão do projeto Escola Mais Inclusiva neste ano. Estes profissionais levarão atividades esportivas para alunos com deficiência de escolas estaduais de 62 municípios paulistas a partir de fevereiro.

A ação é resultado de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por meio do projeto Escolas Mais Inclusivas, que busca criar unidades de referência no atendimento a alunos com deficiência a partir da ampliação de investimentos e da experimentação de novas práticas que podem posteriormente ser ampliadas para toda a rede.

Além destes participantes, a semana ainda teve a presença de 33 professores de outros três iniciativas do CPB: as aulas de esporte adaptado oferecidas nos CEUs (Centros Educacionais Unificados), na Rede Lucy Montoro e na Escola Paralímpica de Esportes, projeto de iniciação esportiva gratuita para crianças e jovens com deficiência oferecido no CT Paralímpico.

Durante a capacitação, os professores tiveram acesso a conteúdos que apoiarão seu trabalho nas escolas, incluindo instruções para uso de ferramentas de gestão, informações sobre o desenvolvimento motor de pessoas com diferentes deficiências, Classificação Esportiva Paralímpica e vivências das modalidades badminton, bocha, futebol de cegos, goalball, tênis de mesa, basquete em cadeira de rodas, paraesgrima e atletismo.

Também houve momentos dedicados à troca de experiências entre os professores e supervisores que estão no projeto desde o ano passado e os novos integrantes da iniciativa e também depoimentos de representantes das escolas que receberam o projeto no ano passado.

Para a professora Carla Isabel Trevisan Lopes, que atua desde junho de 2025 na Escola Vicente Peixoto, em Osasco (SP), a capacitação oferecida pelo CPB permitiu troca de informações valiosas com colegas.

“Minha experiência nos últimos dez anos foi com alunos com deficiência, seja em escolas, seja em projetos de reabilitação. Mesmo assim, estar aqui é muito enriquecedor, porque é uma troca muito boa com profissionais com trajetórias diferentes que também trabalham com pessoas com deficiência e têm muito a ensinar. É algo transformador, que faz refletir e ver a inclusão como possibilidade de transformação para nossos alunos”, afirmou a professora, que tem em sua formação uma pós-graduação em Educação Física Adaptada e Psicomotricidade.

A docente ainda disse se sentir realizada por fazer parte da equipe do CPB. “É um orgulho trabalhar em uma organização como o Comitê Paralímpico Brasileiro, que realiza ao mesmo tempo um trabalho extremamente técnico e também humano”, afirmou.

Já o professor Igor Araújo, da escola Victorio Fornasaro, de Carapicuíba (SP), destacou a possibilidade de aplicar os conteúdos ministrados durante a semana pedagógica em suas atividades.

“Os aprendizados que tivemos aqui serão o norte de nossas aulas no decorrer do ano. A gente sabe que é importante estar bem preparado para atender a nossos alunos com deficiência com qualidade. Espero sempre oferecer a eles uma melhora na qualidade de vida, alegria de se sentirem incluídos na comunidade escolar em um primeiro momento e na sociedade de forma mais ampla”, disse Igor, docente desde 2009.

Para o diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB, Ramon Pereira, o projeto realizado no Estado de São Paulo tem potencial de ser levado a outras regiões do Brasil.

“Muitos alunos hoje são dispensados das aulas de educação física porque o professor não sabe como atendê-los. Temos como objetivo primordial ao chegar nas escolas enfrentar a evasão escolar e, em segundo lugar, levar aos alunos com deficiência todo o aprendizado e a confiança que vêm com a prática esportiva. No futuro, estes alunos vão ter voz e lutar por seus espaços na sociedade. Isto para nós é uma medalha de ouro incontestável.”

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As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, goalball, tênis de mesa e da paraesgrima.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-encerra-semana-pedagogica-da-escola-mais-inclusiva-com-capacitacao-de-200-profissionais/

Postado Pôr Antônio Brito 

IA nas empresas: André Naves alerta para o “Capacismo Digital” que exclui pessoas com deficiência

IA nas empresas: André Naves alerta para o "Capacismo Digital" que exclui pessoas com deficiência

Algoritmos de seleção e bancos podem estar descartando talentos automaticamente por preconceitos embutidos no código

O avanço da Inteligência Artificial (IA) no Brasil trouxe consigo um novo e invisível perigo: o capacismo digital. O alerta é do defensor público federal André Naves, que adverte sobre como algoritmos de seleção estão programados para excluir, automaticamente, as mais de 18 milhões de pessoas com deficiência (PCDs) do mercado de trabalho e de serviços básicos.

Segundo o especialista, sistemas usados em contratações e bancos possuem “vieses” – preconceitos ocultos no código – que descartam candidatos apenas por não se encaixarem em um padrão de comportamento ou fala definido pela máquina.

“A tecnologia não é neutra. Se o programa é treinado com dados de uma sociedade que ainda discrimina, a máquina vai repetir e aumentar esse preconceito em alta velocidade”, explica André Naves. “O que vemos hoje é a substituição das barreiras físicas, como a falta de rampas, por barreiras de código. É um ‘muro digital’ que impede o acesso ao emprego e à renda.”

O perigo da “seleção automática”

O Defensor aponta que softwares de recrutamento que analisam vídeo e voz podem penalizar candidatos com tiques, fala pausada ou mobilidade reduzida, simplesmente por não “reconhecerem” esses perfis como produtivos. Para Naves, isso fere frontalmente a Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

Além da questão de direitos, há um prejuízo econômico: “Ao excluir 10% da população através de filtros falhos, as empresas perdem talentos e diversidade, que são os motores da inovação. Uma economia que automatiza a exclusão é uma economia burra”, afirma.

Para enfrentar o problema, André Naves defende três pilares urgentes:

  • Auditoria nos sistemas: empresas precisam testar se seus softwares não estão barrando PCDs.
  • Transparência: o cidadão tem o direito de saber por que foi rejeitado por uma máquina.
  • Inclusão no desenvolvimento: PCDs devem participar da criação das tecnologias para evitar esses erros.

“A verdadeira inovação não está na complexidade do algoritmo, mas na sua capacidade de servir à humanidade em toda a sua diversidade. Precisamos decidir agora se a tecnologia será uma ponte para a autonomia das pessoas com deficiência ou uma nova ferramenta de segregação. A inclusão real exige coragem para questionar a máquina e priorizar a dignidade humana”, conclui o defensor público.

Fonte https://diariopcd.com.br/ia-nas-empresas-andre-naves-alerta-para-o-capacismo-digital-que-exclui-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito

 

23/01/2026

“Representa cuidado”, diz Fredson sobre primeira Sala Azul do Pajeú

 


O município de São José do Egito inaugurou, nesta quinta-feira (22), a Sala Azul, unidade pioneira no Sertão do Pajeú voltada ao suporte da educação inclusiva. O equipamento público utiliza recursos tecnológicos e estrutura adaptada para o atendimento especializado de estudantes da rede municipal.

A cerimônia de entrega reuniu o prefeito Fredson Brito, a secretária de Educação Acidália Pessoa, parlamentares da base governista, educadores e famílias de alunos atípicos. O projeto foi estruturado com foco na acessibilidade sensorial e pedagógica, incluindo mobiliário ergonômico, iluminação terapêutica e ferramentas de tecnologia assistiva.

Entre os recursos disponíveis na nova unidade, destacam-se 36 tablets equipados com sistemas de inteligência artificial, mesas interativas e mais de 600 itens paradidáticos. O ambiente também conta com recursos de aromaterapia e marcenaria planejada para as necessidades dos usuários.

Para o prefeito Fredson Brito, a entrega consolida uma prioridade da gestão nas políticas de inclusão. “Inaugurar a primeira Sala Azul do Sertão do Pajeú é reafirmar nosso compromisso com as crianças, com as famílias e, especialmente, com os pais e mães atípicas que lutam diariamente por inclusão e dignidade. Esse espaço representa cuidado, respeito e amor”, afirmou o gestor.

A implementação do espaço foi pautada pela escuta das demandas da comunidade escolar e dos familiares de crianças com deficiência ou neurodivergentes. De acordo com a secretária Acidália Pessoa, a iniciativa busca respeitar as singularidades do corpo discente. “A Sala Azul nasce do diálogo, da escuta e da empatia. Cada detalhe foi pensado para acolher, estimular e respeitar as singularidades de cada criança”, pontuou.

trajandocidadania.com.br

Postagem: Heleno Trajano

Violência Obstétrica: quando o capacitismo marca corpos, rompe direitos e produz deficiências evitáveis

Violência Obstétrica: quando o capacitismo marca corpos, rompe direitos e produz deficiências evitáveis - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

A violência obstétrica é uma das formas mais graves e silenciosas de violação de direitos humanos no Brasil. Ela ocorre justamente no momento em que mulheres deveriam receber cuidado, informação e respeito. Em vez disso, muitas enfrentam negligência, humilhações, intervenções sem consentimento, medicalização excessiva e práticas que violam sua autonomia e dignidade.

Embora atinja mulheres de diferentes perfis, seus impactos são ainda mais severos quando relacionados à deficiência. Isso ocorre tanto porque a violência obstétrica pode gerar deficiências evitáveis em recém-nascidos, quanto porque mulheres com deficiência vivenciam múltiplas camadas de vulnerabilidade durante a gestação, o parto e o pós-parto.

Há, ainda, um fator estrutural frequentemente invisibilizado: a interseccionalidade entre deficiência, raça e condição socioeconômica. Mulheres negras e pobres são historicamente as mais expostas à violência obstétrica no país. Quando a deficiência se soma a esses marcadores, forma-se um cenário de exclusão que potencializa riscos, negligências e violações.

Quando a violência obstétrica produz deficiências evitáveis

Uma parcela expressiva das deficiências adquiridas na primeira infância está relacionada a falhas na assistência ao parto. Muitas famílias convivem, por toda a vida, com sequelas que poderiam ter sido prevenidas. Entre as consequências mais recorrentes estão hipóxia perinatal, paralisia cerebral, lesões neurológicas, infecções graves e sequelas motoras e cognitivas permanentes.

Esses quadros não decorrem, em regra, de fatalidades inevitáveis, mas de decisões equivocadas, demora no atendimento, uso inadequado de instrumentos, ausência de monitoramento ou intervenções desnecessárias. Quando um nascimento resulta em uma deficiência que poderia ter sido evitada, estamos diante de uma violação de direitos, e não de um simples infortúnio.

Mulheres com deficiência e a maternidade sob suspeita

Para mulheres com deficiência, a experiência da maternidade é frequentemente atravessada pelo capacitismo institucional. Relatos recorrentes apontam para a falta de acessibilidade física e comunicacional nos serviços de saúde, ausência de explicações compreensíveis, infantilização, questionamentos sobre a capacidade de maternar, despreparo das equipes e intervenções realizadas sem consentimento ou analgesia adequada.

Nesses contextos, o parto deixa de ser um espaço de cuidado e se transforma em um ambiente de controle, silenciamento e opressão legitimada. A violência obstétrica, para essas mulheres, não é exceção, mas parte de uma rotina agravada, muitas vezes, pelo racismo e pela pobreza.

Evidências institucionais e reconhecimento do problema

Estudos recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), reconheceram a violência obstétrica como questão de direitos humanos, destacando a recorrência de abusos físicos e psicológicos, a resistência institucional em reconhecer o fenômeno e a falta de capacitação adequada das equipes.

Dados divulgados pela Agência Brasil em 2025 reforçam a gravidade do cenário: dois terços das mulheres no Estado do Rio de Janeiro afirmaram já ter sofrido violência obstétrica. Esses números revelam que não se trata de episódios isolados, mas de um problema estrutural que atravessa saúde pública, gênero, raça e deficiência.

O reconhecimento internacional da violência obstétrica

No plano internacional, a Corte Interamericana de Direitos Humanos consolidou esse entendimento no caso Brítez Arce e Outros vs. Argentina. A Corte reconheceu violações aos direitos à vida, à integridade pessoal e à saúde em razão de práticas negligentes e desumanas durante a gestação e o parto.

Esse precedente é relevante para o contexto brasileiro, pois reafirma que a violência obstétrica não constitui erro médico pontual, mas violação de direitos humanos que impõe aos Estados o dever de prevenir, responsabilizar e reformar estruturas institucionais.

Capacitismo institucional e normalização da violência

O capacitismo atua como um filtro que naturaliza práticas violadoras. Estereótipos como a suposta incapacidade de decidir ou a ideia de que determinados corpos demandam menos cuidado influenciam condutas profissionais e decisões institucionais. Assim, práticas violentas deixam de ser percebidas como exceções e passam a integrar a rotina dos serviços de saúde.

As consequências desse processo ultrapassam o momento do parto, atingindo recém-nascidos com deficiências evitáveis, mães com traumas psicológicos, famílias sobrecarregadas por custos de reabilitação, além do aprofundamento das desigualdades sociais e raciais.

Fundamentos jurídicos e dever de proteção

A ordem jurídica brasileira oferece bases claras para o enfrentamento desse cenário. A Constituição Federal, em seu artigo 227, impõe à família, à sociedade e ao Estado o dever de assegurar, com absoluta prioridade, os direitos das crianças, incluindo sua dignidade e integridade física e emocional. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe expressamente qualquer forma de negligência, discriminação ou violência. Já a Lei Brasileira de Inclusão estabelece que a pessoa com deficiência deve ser protegida de toda forma de abuso, exploração e violência.

Dessa forma, a violência obstétrica — especialmente quando produz deficiências evitáveis ou viola direitos de mulheres com deficiência — é incompatível com a Constituição e com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro.

Caminhos para transformação

O enfrentamento da violência obstétrica exige ações concretas e integradas, como garantia de consentimento informado acessível, acessibilidade física e comunicacional nas maternidades, capacitação continuada das equipes em parto humanizado e capacitismo, registro e notificação de casos, responsabilização institucional e participação de pessoas com deficiência na elaboração de protocolos.

A violência obstétrica é um problema de saúde pública, direitos humanos e justiça social. Combatê-la é um compromisso ético e jurídico inadiável. Nascer deve ser um ato de cuidado, vida e dignidade — nunca de violência.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/violencia-obstetrica-quando-o-capacitismo-marca-corpos-rompe-direitos-e-produz-deficiencias-evitaveis/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB realiza recertificação de classificadores nacionais de atletismo e natação

Demonstração de Classificação Esportiva Paralímpica com atleta no CT | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai realizar neste final de semana, dias 24 e 25 de janeiro, a Recertificação Nacional dos classificadores atuantes em competições de atletismo e natação.

O evento será realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, e contará com 48 participantes. O grupo é formado por todos os classificadores do quadro nacional em atividade, incluindo aqueles com habilitação em nível regional, nacional e internacional.

A iniciativa tem como objetivo oferecer atualizações sobre os procedimentos a serem adotadas no processo de Classificação Esportiva Paralímpica e padronizar os métodos de trabalho para garantir bom nível de qualidade no processo.

Os classificadores presentes no encontro participarão das 27 etapas do Meeting Paralímpico Loterias Caixa e do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de natação e de atletismo ao longo de 2026.

A Classificação Esportiva Paralímpica é uma forma de categorização específica do Movimento Paralímpico. Ela determina quais atletas são elegíveis para competir e como eles são agrupados para a competição, de acordo com suas deficiência e nível de limitação relacionada a ela.

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As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficias da natação.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-realiza-recertificacao-de-classificadores-nacionais-de-atletismo-e-natacao/

Postado Pôr Antônio Brito 

O cuidado com quem cuida: a saúde mental das mães atípicas

O cuidado com quem cuida: a saúde mental das mães atípicas - OPINIÃO - * Por Wolf Kos

OPINIÃO

  • * Por Wolf Kos

Janeiro Branco é um convite coletivo à reflexão sobre a saúde mental. Em um país que ainda carrega tantos estigmas em torno do sofrimento emocional, este mês nos lembra que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. No entanto, quando falamos de saúde mental, há um grupo que frequentemente permanece invisível: as mães atípicas.

Chamamos de mães atípicas aquelas que dedicam suas vidas ao cuidado de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Essas mulheres enfrentam uma rotina intensa, exaustiva e, muitas vezes, solitária. São mães que acumulam funções de cuidadoras, terapeutas, educadoras, mediadoras e, não raro, únicas responsáveis por decisões complexas que impactam diretamente a vida de seus filhos.

A sobrecarga é constante. Consultas médicas, terapias, adaptações escolares, burocracias, preocupações financeiras e o medo permanente em relação ao futuro fazem parte do cotidiano dessas mulheres. A isso se soma, em muitos casos, o abandono afetivo, seja de parceiros que se afastam, de familiares que não compreendem a realidade vivida ou de uma sociedade que prefere não enxergar as dificuldades que não aparecem de imediato.

Há também uma pressão social silenciosa, porém cruel, para que essas mães sejam fortes o tempo todo. Espera-se que não reclamem, que deem conta de tudo, que sejam exemplos de resiliência e amor incondicional. Pouco espaço se dá para o cansaço, para o medo, para a tristeza ou para o direito legítimo de pedir ajuda. Essa romantização da força materna contribui para o adoecimento emocional e para sentimentos profundos de culpa quando elas percebem que não estão bem.

Cuidar da saúde mental das mães atípicas é, portanto, uma urgência social. É fundamental reforçar que elas não precisam escolher entre cuidar de seus filhos ou de si mesmas. Pelo contrário: cuidar de si é condição essencial para que consigam continuar cuidando de quem depende delas. Buscar apoio psicológico, criar momentos de descanso, cultivar interesses próprios e permitir-se sentir são atitudes de coragem, não de fraqueza.

No entanto, essa responsabilidade não pode recair apenas sobre essas mulheres. A sociedade, as famílias, os amigos, as autoridades e as instituições precisam assumir um papel ativo no cuidado com quem cuida. Pequenas ações fazem grande diferença: oferecer ajuda prática no dia a dia, proporcionar momentos de descanso, ouvir sem julgamentos, validar seus sentimentos, e, sobretudo, estar presente de forma empática são gestos que aliviam a sobrecarga emocional.

Alguns desses relatos podem ser conferidos no lançamento do livro “Mães – Orgulho de ser quem somos II”, que será lançado pelo Instituto Olga Kos em fevereiro. O livro é um compilado de depoimentos de mães atípicas que contam um pouco de suas vidas, suas dificuldades, mas também de suas conquistas e alegrias. Apoiar uma mãe atípica é reconhecer que ela não precisa ser heroína. Ela precisa ser humana.

*Wolf Kos é Presidente do Instituto Olga Kos

Fonte https://diariopcd.com.br/o-cuidado-com-quem-cuida-a-saude-mental-das-maes-atipicas/

Postado Pôr Antônio Brito 

22/01/2026

Posições políticas podem influenciar em regras da Reforma Tributária

 

Posições políticas podem influenciar em regras da Reforma Tributária

Alerta foi feito especificamente sobre direitos que as pessoas com deficiência possuem para aquisição de veículos e possibilidade de efeitos da Reforma Tributária ainda serem questionados por autoridades do Governo Federal

Nos últimos anos, a questão da Reforma Tributária no Brasil tem sido um tema amplamente debatido no Congresso Nacional. O texto da proposta, que busca simplificar e unificar a cobrança de impostos, gera expectativas de mudanças significativas no sistema fiscal do país. Entretanto, a dinâmica política brasileira demonstra que governos podem alterar suas diretrizes e desfazer acordos que levaram anos para serem construídos, levantando preocupações quanto à estabilidade das normas propostas.

https://youtu.be/UFXhaZFSNrU

A Natureza Mutável da Legislação

A Reforma Tributária, como qualquer outra lei federal, é passível de mudanças conforme a vontade do governo e as pressões políticas que surgem ao longo do processo legislativo. Embora haja um consenso sobre a necessidade de simplificação tributária, questões como a redistribuição de recursos e os impactos fiscais nas diferentes camadas da sociedade tornam o futuro da reforma incerto. As prioridades dos governantes podem mudar rapidamente, dependendo das circunstâncias políticas e econômicas do momento.

“A discussão sobre a proteção dos direitos das pessoas com deficiência é essencial. Atualmente, pessoas com deficiência recebem isenções fiscais na aquisição de veículos – como IPI e ICMS. Hoje é um direito que garante o acesso a esses benefícios e podem ser usufruídos com a isenção concedida pelo Governo Federal e pelos Governos Estaduais e do Distrito Federal. No entanto, a possibilidade de alterações na legislação tributária levanta dúvidas sobre a segurança desses direitos”, afirmou Abrão Dib, editor do Diário PcD.

O Impacto sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

As isenções fiscais para a aquisição de veículos por pessoas com deficiência estão regulamentadas por legislações específicas. Embora essas normas proporcionem benefícios significativos, a instabilidade política e as oscilações na legislação abrem espaço para discussões sobre a continuidade desses direitos. Governos que buscam reduzir despesas ou reajustar a arrecadação podem, em algum momento, reconsiderar as isenções, afetando diretamente a vida de milhares de brasileiros que dependem desse auxílio.

Para o jornalista que também é presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “prova disso foi a proposta original da Reforma Tributária enviada ao Congresso Nacional, que previa o fim do benefício para mais de 95% das pessoas com deficiência, que depois de muita batalha, conseguimos reverter e as propostas foram acatadas pelo Governo Federal”.

Outro ponto relevante é que as propostas de Reforma Tributária frequentemente incluem discussões sobre a tributação do consumo e a distribuição de receita entre estados e municípios. Mudanças nas alíquotas e na forma de arrecadação podem impactar negativamente programas de assistência e isenções fiscais atualmente disponíveis, gerando um clima de incerteza.

De acordo com o jornalista, “as discussões sobre a Reforma Tributária são complexas e envolvem diversos fatores que podem alterar significativamente o cenário atual. A possibilidade de mudanças na legislação federal levanta preocupações, especialmente para grupos vulneráveis, como pessoas com deficiência. A defesa dos direitos e isenções fiscais deve permanecer no centro do debate, ressaltando a importância da participação ativa da sociedade na construção de um sistema tributário mais justo e inclusivo”.

CONFIRA – Lula muda de ideia e mantém direitos às isenções nas aquisições de veículos para pessoas com deficiência na Reforma Tributária – https://diariopcd.com.br/lula-muda-de-ideia-e-mantem-direitos-as-isencoes-nas-aquisicoes-de-veiculos-para-pessoas-com-deficiencia-na-reforma-tributaria/

Alerta sobre a importância dos benefícios atuais

Confira mais detalhes em entrevista no canal do Diário PcD no YouTube

Fonte https://diariopcd.com.br/posicoes-politicas-podem-influenciar-em-regras-da-reforma-tributaria/

Postado Pôr Antônio Brito

CPB promove curso online gratuito para iniciação ao triatlo paralímpico

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica, está com inscrições abertas para o curso online assíncrono de iniciação ao triatlo paralímpico.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica, por meio deste link. O curso tem carga horária de 20 horas, e o participante terá 60 dias para concluí-lo.

O pré-requisito para participação é ter concluído o curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, também disponível gratuitamente no site da Educação Paralímpica.

O curso é destinado a professores de Educação Física, profissionais das áreas da Saúde e da Educação, além de todos os interessados em promover a inclusão esportiva, e apresenta os fundamentos teóricos e práticos do triatlo paralímpico.

Durante as aulas, os participantes terão acesso a conteúdos sobre o histórico da modalidade no Brasil e no mundo, regras e adaptações oficiais, noções básicas de classificação funcional, principais resultados conquistados por atletas brasileiros, além de atividades práticas de iniciação e aperfeiçoamento, com apoio de textos, imagens, vídeos e orientações pedagógicas.

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre novos cursos, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Serviço
Curso online assíncrono – Iniciação ao triatlo paralímpico
Inscrições: por meio deste link.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-promove-curso-online-gratuito-para-iniciacao-ao-triatlo-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

21/01/2026

Prefeitura de Arcoverde apoia segunda edição do Bloquinho da Inclusão e Neurodiversidade

 

O Bloquinho da Inclusão e Neurodiversidade (Bloquinho do IAN), iniciativa criada pelo Instituto de Autismo e Neurodesenvolvimento – Larissa Lemos, realiza, no dia 31 de janeiro, a sua segunda edição em Arcoverde, com apoio institucional da Prefeitura de Arcoverde. O bloco surgiu há alguns anos no Instituto e ganhou as ruas da cidade durante o Carnaval de 2025, com o objetivo de promover representatividade, inclusão e respeito, reforçando que pessoas autistas e neurodiversas podem e devem ocupar os espaços públicos de forma segura e sem estigmas.

Em 2026, a ação retorna fortalecida e se consolida como um bloco pioneiro na região, formado por pessoas autistas e com outras necessidades específicas, mantendo uma proposta adaptada às particularidades sensoriais do público. O evento conta com controle de estímulos sonoros, organização do percurso, reforço na segurança e acompanhamento especializado, garantindo um ambiente acolhedor para os foliões e suas famílias.

O apoio da gestão municipal acontece por meio das secretarias de Turismo, Esportes e Eventos e de Assistência Social, que atuam na organização logística e no suporte institucional à iniciativa. Para a secretária de Turismo, Esportes e Eventos, Nerianny Cavalcanti, o Bloquinho do IAN representa mais do que uma manifestação cultural. 

“É um momento de emoção, cuidado e muito significado. Ver essas famílias ocupando as ruas com alegria, segurança e respeito mostra que a inclusão é possível quando a cidade caminha junto. Apoiar essa iniciativa é reafirmar que Arcoverde é uma cidade que acolhe, cuida e celebra a diversidade”, destacou.

A concentração do Bloquinho do IAN está marcada para as 9h, na Estação da Cultura, com percurso pela Avenida Antônio Japiassu até a Praça da Bandeira, onde os foliões serão recepcionados pelo Corpo de Bombeiros com o tradicional banho de mangueira. Além do caráter lúdico, o momento é especialmente aguardado pelas crianças, considerando as necessidades sensoriais do público, reforçando o compromisso coletivo com uma folia acessível, respeitosa e inclusiva em Arcoverde.

Postagem: Heleno Trajano